
Quero correndo solto
de encanto e desejo
seu olhar ver
o meu corpo tremer.
Quero o desespero de uma viagem
sem levar nenhuma bagagem
trazendo de volta mais que uma imagem.
Quero te ver enlouquecer
“perder a linha”, verter...
E o meu corpo trêmulo ser
o teu templo de prazer.
Quero te sentir em mim inteiro
e mesmo sem ser o primeiro
que seja o mais interesseiro.
E com a fome do meu corpo
ver você se saciar
me segurando junto a ti
para me sentir gozar.
Quero assolar seus pensamentos
te percorrer como o vento,
pois te degustar é meu intento.
Acelerar as batidas
de um coração aquecido
e ver o prazer transmutado
no meu corpo enlouquecido.
E nessa viagem de sonho
transformar em realidade
algum sinal de maldade.
Uma maldade divina,
plena, sã e cristalina.
E me deixar assim pra você:
Uma mulher meio menina.
Não ser forte o bastante
e se eu morrer por um instante,
a queda será meu levante.
E me ter solta em tuas mãos,
me sentir voando como em um balão
sem ser mais eu mesma
só um momento de amplidão.
E na consumação do fato
imprimir em teu corpo esse ato,
instigar o meu olfato
e tanto faz se morro ou mato.
Te sentir homem meu
e como meu homem te ter.
Ser uma menina apenas.
Mas mulher para você.
Foda-se o resto do mundo
eu nunca disse ser sã.
Quero o prazer do encontro
de noite, de tarde e de manhã.
Pois tanto faz o que fiz.
Se morri ou se vivi,
pois o fato estará consumado
em meio a dois corpos suados.
E na calada de uma noite
fazer dia só de luz
com o brilho dos teus olhos
que de prazer seduz.
Te pegar o corpo inteiro.
Roçar meu corpo no teu.
Percorrê-lo com minha língua.
Te sentir apenas meu.
Quero te encher de prazer
numa sintonia divina.
Enlouquecer a tua alma
me sentir mulher e menina.
Numa eterna sinfonia
ensurdecer de prazer,
ter no meu corpo tremendo
um pouquinho de você.
Num encontro as escuras,
pelos cantos, mas com doçura,
ter as armas do prazer
misturadas com a loucura.
Ser maluca o bastante,
ter você mais um instante
e de repente acabou:
Olha eu aqui Flutuante!
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